Luz
A minha cidade é feita de luz.
Muitas coisas já se disseram e fizeram sobre Lisboa. Ela é feita de pessoas. Mais do que de qualquer candeeiro, loja ou sinal, é feita de arte, de música, de encontros improváveis e da luz que nasce de quem vive a cidade. Numa atualidade marcada por conflitos e ódio, esquecemo-nos, às vezes, de simplesmente observar a luz à nossa volta. Esta homenagem parte de uma vontade de dar algo a uma cidade que me diz tanto.

A cidade tem dupla personalidade.
Lisboa é feita de arte, de música e de encontros improváveis. Mais do que isso, é uma cidade que vive com características típicas de uma metrópole europeia. Porém, a partir de certos momentos, ainda há zonas que guardam a sua verdadeira essência.



Há luzes em que ninguém repara.
Há tempo para parar. E para reparar em quem continua a viver a cidade. Em quem a conhece e compreende as suas raízes.



Seja na solidão do bairro vazio ou na confusão, as suas verdadeiras luzes não se apagam.



Homónimos





Não deixemos estas luzes apagar-se.
Agarramos nelas e iluminamos a nossa Lisboa.